"Construir uma usina nuclear em Sergipe é burrice", diz ambientalista do Greenpeace
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- Publicado: 12 Maio 2007
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Debate na Assembléia Legislativa promovido pelo deputado federal Iran Barbosa atraiu grande número de participantes.
"Construir uma usina nuclear em Sergipe, como em qualquer outro lugar do Brasil ou do mundo, não é só um erro, é burrice. A energia nuclear é extremamente cara, suja, altamente perigosa e ultrapassada". A colocação foi feita pelo ambientalista e ativista do Greenpeace Guilherme Leonardi, no debate público realizado na Assembléia Legislativa de Sergipe, na manhã de hoje (11), promovido pelo mandato do deputado federal Iran Barbosa, do PT. Leonardi é militante do Greenpeace há 13 anos, sendo, desde 2005, um dos coordenadores da Campanha de Clima-Energia da organização no Brasil. Ele também falou sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre a vida no nosso planeta.
"As mudanças climáticas e o uso da energia termonuclear são duas questões que estão no cerne das discussões no Brasil e no mundo, como também em Sergipe, onde esse debate vem tomando corpo. Considero extremamente importante debater esses temas com todos os grupos sociais, uma vez que todos serão afetados de alguma forma com as conseqüências geradas por esses dois problemas", salientou Leonardi.
AQUECIMENTO GLOBAL
Em quase duas horas de explanação, Guilherme Leonardi traçou um cenário bastante preocupante dos efeitos das mudanças climáticas no mundo em decorrência do aumento desenfreado das emissões de gases, em sua maioria decorrentes da queima de combustíveis fósseis, e o conseqüente aumento do efeito estufa, provocando o já temido aquecimento global, com implicações sérias na economia, na agricultura, na saúde pública e na segurança das populações e das cidades.
"Mais especificamente em Sergipe, podemos dizer que dois problemas são bastante previsíveis, caso nada seja feito e o aquecimento global continue a crescer: a possível transformação das áreas do semi-árido em desertos e a possibilidade do avanço do mar sobre as cidades litorâneas, como é o caso da capital", alertou, pedindo que todos os indivíduos, e não só os governos, se unam e exercitem pequenas ações que podem contribuir para reverter a linha de crescimento do aquecimento global, como deixar o carro na garagem de vez em quando e se deslocar de ônibus coletivo ou metrô.
Sobre a retomada, por parte do Governo Federal, da construção da Usina Nuclear de Angra 3 e de uma quarta, a ser construída possivelmente em Canindé do São Francisco, em Sergipe, o ativista do Greenpeace lembrou o lixo radioativo gerado por elas passará a ser uma ameaça a toda população, porque os efeitos da radiação do combustível termonuclear perduram por milhares e milhares de ano, e o Brasil não tem depósitos especiais para lixo radioativo. "E quem gostaria de ter esse lixo nuclear altamente perigoso em seu quintal? Certamente, ninguém", falou.
Ele lembrou que países da Europa, como Espanha e Alemanha, estão desativando suas usinas nucleares e abandonando, gradativamente, seus programas de geração de energia termonuclear. "Enquanto isso, o Brasil está querendo seguir na contramão", frisou. Leonardi ressaltou, ainda, que caso o Governo Federal insista em retomar Angra 3 e em construir uma outra usina nuclear, esta em Sergipe, o Greenpeace estará preparado para deflagrar ações políticas e militantes que envolvam a sociedade a fim de tentar barrar essas construções.
DEBATE PRODUTIVO
O deputado Iran Barbosa ressaltou o alto valor do debate com o ativista do Greenpeace. "Com o debate realizado aqui passamos a entender melhor como funciona o processo de aquecimento global e como isso pode atingir diretamente as populações. Foi possível também começar a atender que somos atores essenciais para poder reverter ou não esse quadro que aí está. Por isso considero que o debate com o Guilherme foi extremamente importante, produtivo e válido para todos nós que participamos".
Sobre a possível construção de uma usina nuclear em Sergipe, o parlamentar lembrou que já apresentou requerimento na Câmara Federal para que o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, dê informações mais precisas sobre os propósitos do Programa Nuclear Brasileiro e a construção de usinas termonucleares no país. Iran é contra a construção desse tipo de usina.
"Preocupa-nos o fato de, se tendo a possibilidade de investir na construção de alternativas limpas e mais baratas de produção de energia, a gente optar por uma matriz energética considerada suja e ultrapassada, que produzirá um lixo radioativo extremamente perigoso e que vai permanecer ativo por um período muito grande, colocando em situação de fragilidade e risco a nossa população. Caso essa usina se concretize, estaremos indo na contramão do que está acontecendo mundialmente", disse o parlamentar.
PRESENÇAS
Estiveram presentes no debate a procuradora-chefe do Ministério Público Federal Eunice Dantas Carvalho, os sindicalistas Antônio Góis (CUT/SE) e Joel Almeida (SINTESE), os vereadores de Aracaju Elber Batalha (PSB) e Chico Buchinho (PT), o professor e especialista em Gestão de Recursos Hídricos e Meio Ambiente Luiz Alberto Palomares, o superintendente de Recursos Hídricos de Sergipe Ailton Francisco da Rocha, além de diversos ambientalistas sergipanos, professores e estudantes da rede pública e privada, vereadores de municípios do interior, representes de diversos órgãos públicos do Estado e da capital, e pessoas da comunidade preocupadas com as questões ambientais.
Créditos da reportagem e foto: George Washington (DRT: 859/SE)
1º Fórum Nordestino de Ecoturismo promove discussão sobre desertificação e seca
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- Publicado: 24 Outubro 2006
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O I Fórum Nordestino de Ecoturismo aconteceu no período de 12 a 15 de Outubro de 2006, na Sociedade Semear, em Sergipe. O evento, que contou com a presença de palestrantes reconhecidos nacionalmente, foi realizado pelo CEPECS Brasil, uma organização não-governamental, sem fins econômicos, criada e comandada por jovens sergipanos. Baseadas no tema O Ecoturismo e o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, as atividades como oficinas, palestras, mesas-redondas e apresentação de trabalhos tiveram o propósito de criar nos participantes uma maior consciência crítica a respeito dos problemas da seca.
Os pontos expostos pelos palestrantes giraram em torno da desertificação no nordeste e no mundo, ecoturismo em áreas de caatinga, em áreas indígenas, de base comunitária e educação ambiental. Durante os quatro dias de evento, pessoas de diversos estados debateram e apontaram soluções para cada tema. Como afirmou José Roberto de Lima, Coordenador Técnico do Programa de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, “É extremamente importante colocar as pessoas para pensar”. Nesse sentido, a iniciativa do CEPECS Brasil foi louvada por todos os palestrantes. “A iniciativa é boa no sentido de acordar as pessoas, que toda a região do semi-árido, ou seja, todo o nordeste está dentro de um contexto de desertificação”, completou Ronaldo Fernandes, especialista em Administração e Manejo de Unidades de Conservação.
Paralelo ao Fórum, houve o Encontro Nacional dos Amigos do CEPECS Brasil (ENAC 2006), quando foram homenageados os parceiros da entidade. Essa é uma forma de reconhecer o trabalho de pessoas e instituições que contribuem para que os projetos da ONG dêem certo. Foram eles:
- Categoria Amigo da Árvore: Carlos Roberto Britto Aragão (Sociedade Semear) - Categoria Personalidade Pública: Vereador Iran Barbosa (Aracaju) - Categoria Empresa: Banco do Nordeste do Brasil – Superintendência Sergipe - Categoria Organização do Terceiro Setor: Grupo Escoteiro Uirapuru - Categoria Organização Pública: Prefeitura Municipal de Canindé de São Francisco - Categoria Instituição de Ensino Superior: Faculdade de Sergipe
O I Fórum Nordestino de Ecoturismo foi o primeiro passo para que o setor do turismo possa crescer não de forma desordenada, mas consciente. “A importância do Fórum se dá por diversos motivos. Ele aumentou o debate sobre Ecoturismo, possibilitou intercambio de conceitos e, principalmente, sensibilizou os participantes para a importância de atividades que efetivamente contribuam para a construção de Sociedades Sustentáveis”, conclui Carlos Eduardo Silva, Diretor Administrativo do CEPECS Brasil.
Affectio Societatis Sustenere
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- Publicado: 25 Março 2013
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10 anos não são 10 dias, e neste período ocorreram muitas mudanças, nas pessoas e no planeta como um todo. Naquele 25 de março de 2003, às 20:30, deitado no sofá, refletindo sobre o rumo que daria a minha carreira, e como essa carreira poderia contribuir para melhorar o mundo em que vivemos, criei algo.
Estava decidido, sem consultas e sem dúvidas, construiria uma organização de ambientalistas. O verdadeiro desejo era participar de uma das grandes ONGs (WWF ou Greenpeace), o que era impossível em Sergipe. Na ausência delas, criei minha própria organização. Loucos foram os que acreditaram na ideia, e fundaram o CePECS – Centro de Pesquisas e Estudos Científicos e Sociais.
Os anos passaram e em 2006, esta ONG evoluiu para CEPECS Brasil – Centro de Pesquisas Ecológicas Culturais e Sociais. Muito envolvida com os movimentos estudantis, tínhamos dezenas de voluntários por todo Brasil. Em 2008, se transformou em Instituto Socioambiental Árvore, uma ONG focada em sustentabilidade, com uma equipe profissional e bons projetos em execução.
A maioria dos projetos sempre teve cunho educacional, com uma grande tendência para a pesquisa científica, o que após 10 anos está consolidado como Escola Superior de Sustentabilidade. Uma instituição de ensino e pesquisa reconhecida internacionalmente, com cerca de 150 mil visitantes anuais em nossas revistas científicas, cerca de 200 mestres e doutores que contribuem com nossos diversos projetos.
O sonho continua, e ainda é um bebê. Que venham os próximos 10 anos, que venha o nosso campus como IES reconhecida pelo MEC, que venham os novos desafios! E que as palavras de nosso brasão, Affectio Societatis Sustenere, “a vontade de construir uma sociedade sustentável, sem a qual não poderia existir” conquiste os corações de nossos públicos.
Carlos Eduardo Silva
Fundador do CePECS (25/03/2003)
Reitor da Escola Superior de Sustentabilidade (25/03/2013)
Abertura oficial do 2º Fórum Nordestino de Ecoturismo
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- Publicado: 17 Outubro 2008
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Na noite de ontem, 16, aconteceu a abertura oficial do II Fórum Nordestino de Ecoturismo. A solenidade ocorreu no auditório Padre Arnóbio, da Universidade Tiradentes (Unit). Estudantes e profissionais de diversas partes do país prestigiaram o primeiro dia de encontro.
Carlos Eduardo Silva, representante do Instituto Socioambiental Árvore; Joyce Pinto, coordenador do Fórum e o representante da Sociedade Brasileira de Ecoturismo, Zysman Neiman, falaram com o público presente, desejando-os um bom Fórum. Carlos Eduardo destacou que o evento está em constante evolução e uma das ações mais importantes do Fórum é o lançamento da primeira revista virtual sobre ecoturismo, a Revista Nordestina de Ecoturismo. Aliada a isso, Zysman ressaltou que sem a Revista Nordestina, a Brasileira não teria “saído do papel”.
Já Joyce falou da importância em ter acontecer eventos como este. “Nós que fazemos o evento, esperamos que todos vocês aproveitem ao máximo, pois são práticas como essas que fazem com que o ecoturismo se concretiza no país”. Após a solenidade de abertura, Carlos Eduardo explicou para os presentes como funciona o sistema para cadastrar artigos na RNEcotur.
Análise de resultados mostra que Revista Nordestina de Ecoturismo vêm alcançando sucesso!
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- Publicado: 18 Março 2012
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Após análise do balanço de resultados alcançados pela Revista Nordestina de Ecoturismo, a equipe de editores e avaliadores ficou muito feliz com o cenário presente e futuro deste periódico.
A Revista Nordestina de Ecoturismo (RNEcotur) é um periódico eletrônico de publicação semestral em língua portuguesa, espanhola ou inglesa (com informações complementares em línguas estrangeiras) e tem por objetivo promover discussões, disseminar idéias e divulgar resultados de pesquisas (com enfoques locais, nacionais e internacionais) relacionados à temática do ecoturismo, da educação e percepção ambiental e da conservação da natureza.
A RNEcotur (ISSN 1983-8344) é avaliada pelo QUALIS-CAPES 2012 com a nota B5 em Biodiversidade, B5 em Geociências, B5 em Geografia, C em Ciências Agrárias, C em Ciências Biológicas, e C em Interdisciplinar (Ano-Base 2008).
SÃO 17 INDEXAÇÕES! O periódico é indexado, ou seja, incluído nas seguintes bases de dados: Academic Journals Database, BASE, CAB Direct, CIRET France, CLASE, DOAJ, EBSCO Fonte Acadêmica, Google Acadêmico, Harvester, IUCAT, Latindex, OARE, Periódicos CAPES, Publicações de Turismo, ScienceGate, Sumários de Revistas Brasileiras, e UlrichsWeb.
A revista recebe trabalhos de caráter científico, filosófico e/ou técnico nas seções artigos (originais ou de revisão), resenhas, e anais (resumos), tendo como principal público-alvo estudantes, professores e pesquisadores em geral que atuem nas áreas relacionadas aos eixos temáticos da Revista Nordestina de Ecoturismo. Desde 2008, data de seu lançamento foram 50 manuscritos publicados e registrados com DOI da CrossRef.
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